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Diabetes

Foto de mulher sendo beijada por um beija-flor.

DIABETES

É uma doença crônica causada pela ausência e/ou deficiência na produção ou mau aproveitamento da insulina pelo pâncreas. A insulina é um hormônio que ajuda no transporte da glicose do sangue às células do corpo, onde será usada como fonte de energia. A doença evolui com o aumento da taxa de glicose (açúcar) no sangue, que chamamos de hiperglicemia.


QUANDO UMA PESSOA É CONSIDERADA DIABÉTICA?

- Quando a taxa de glicose no sangue em jejum for maior ou igual a 126 mg/dl;
- Quando a taxa de glicose no sangue após sobrecarga desta, for maior que 200 mg/dl;
- É necessário que as duas verificações sejam realizadas em dias diferentes e estejam alteradas para que o diagnóstico de diabetes seja feito.

TIPOS DE DIABETES

Tipo I: É decorrente da destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. O organismo, por engano, entende que elas são corpos estranhos e acaba por atacá-las. Geralmente é diagnosticada em crianças, adolescentes ou adultos jovens. Neste tipo não há como prevenir.
Tipo II: Neste tipo há produção de insulina, porém este hormônio não é suficiente ou usado de forma não eficiente pelas células. Geralmente é diagnosticado em pessoas após os 40 anos de idade, associado à história familiar ou ao excesso de peso. Logo há como prevenir mantendo controle do peso, pressão arterial e níveis adequados de colesterol e triglicerídeos.
Diabetes Gestacional: Nestes casos há o aumento da glicose durante a gravidez, mas que geralmente retorna ao normal após o parto.

OS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA DIABETES MELLITUS:

- Urinar muito
- Muita fome
- Emagrecimento
- Cansaço fácil
- Visão turva
- Muita sede

QUAL A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA DIABETES MELLITUS?

É uma doença que, se não for bem tratada e controlada, acaba acarretando sérias complicações, lesões graves e fatais como infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, cegueira, impotência sexual, doença renal, úlcera nas pernas e até amputações de membros inferiores.

CUIDADOS COM OS PÉS EM PORTADORES DE DIABETES MELLITUS:

As pessoas com as taxas de glicose (açúcar), acima do normal, podem apresentar com freqüência infecções, micoses ou abscessos da pele, inclusive perda da sensibilidade, tendo como conseqüência não sentir queimaduras, cortes ou machucados facilitando desta maneira, as infecções.

DICAS PARA EVITARMOS COMPLICAÇÕES DE MEMBROS INFERIORES:

- Lavar diariamente os pés com sabonete e água morna (jamais água muito quente) secando os pés cuidadosamente com uma toalha macia, especialmente entre os dedos e ao redor das unhas. Se a pele for seca, aplicar um creme ou loção hidratante para mantê-la suave e macia;
- Manter as unhas cuidadosamente aparadas, cortando-as em linha reta (com tesoura apropriada), bem lixadas, eliminando pontos aguçados;
- Procurar especialista em caso de calos ou calosidades que necessitem ser removidos;
- Examinar os sapatos para ver se há corpos estranhos, como pedras, deformações das palmilhas ou pregos, que podem ferir os pés;
- Nunca andar descalço, nem mesmo dentro de casa. Proteger os pés se for nadar ou à praia;
- Usar sempre meias folgadas e limpas, de preferência de algodão.
- Não utilizar bolsas de água quente para aquecer os pés;
- Procurar usar sempre sapatos confortáveis, devendo a adaptação a sapatos novos ser gradual, aumentando lentamente os períodos de uso, evitando o uso de sapatos abertos ou sandálias;
- Evitar fumar! O cigarro prejudica seriamente a circulação, podendo levar a gangrena e até mesmo a amputação;
- Consultar o médico sempre que tiver cortes, unha encravada, micoses e dores nos pés ou na barriga da perna, portanto não esquecer de examinar os pés diariamente, se necessário com auxílio de espelho.

COMO DEVE SER A ALIMENTAÇÃO NO DIABETES MELLITUS?

Deve ser uma alimentação saudável, rica em fibras, pobre em gordura e com uma quantidade balanceada de nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Devem ser levados em consideração o peso, atividade física, nível de açúcar no sangue e o que a pessoa gosta de comer. Usar adoçante artificial no lugar do açúcar branco, mascavo ou mel. Não confiar totalmente em alimentos diet ou light, ler os rótulos e usar marcas conhecidas. Procurar serviço médico para obter orientação sobre o plano alimentar a ser seguido.

QUAIS OS OBJETIVOS DO TRATAMENTO?

Manter a glicemia no nível da normalidade, evitando, não só o aumento de açúcar (hiperglicemia), mas também a baixa deste (hipoglicemia) que se traduz pela queda excessiva de açúcar no sangue, abaixo de 70mg/dl. Pode ter várias causas, como comer pouco ou fora de hora, tomar mais medicamentos que o receitado ou fazer exercícios a mais do que o planejado, ocasionando, tonteiras, suor frio, fome súbita, palpitações, tremor, inquietação no sono, confusão ou mudança de comportamento, dormência nos lábios e língua, muito sono e cansaço. Estas alterações, se não tratadas, podem evoluir para complicações graves e até a morte. Porém, tratadas adequadamente, não têm grandes conseqüências. Logo, manter ao seu alcance, passas, pastilhas de glicose, doces e biscoitos para serem usados na prevenção destas crises.
Estimular e manter a atividade física, pois os exercícios ajudam a controlar o peso, a baixar o nível de açúcar e gordura no sangue e a evitar enfermidades do coração, além de ajudar no controle da pressão, melhorar a aparência e reduzir o estresse, fortalecendo ossos e músculos. Procurar ser orientado por profissional da área; estimular a alimentação e a medicação adequada.

RESPONSABILIDADES DO PORTADOR DE DIABETES MELLITUS:

Saber reconhecer e tratar a hipoglicemia e a hiperglicemia. Tentar manter o nível de açúcar no sangue (glicemia) dentro da normalidade, através da adesão à dieta, aos exercícios e aos medicamentos. Fazer exame do fundo de olho com oftalmologista e exame de urina uma vez ao ano. Cuidar dos pés. Consultar o seu médico pelo menos duas vezes por ano, mesmo sentindo-se bem.