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Doenças Sexualmente Transmissíveis

Desenho de três corações sorrindo.

Doenças Sexualmente Transmissíveis

São doenças contagiosas, ou seja, passam de uma pessoa para outra, através da relação sexual. A maioria das DST tem cura.
Antigamente as DST eram chamadas de "doenças venéreas", homenagem a Vênus, deusa do amor.
A estreita relação dessas doenças com a prostituição, transmissão através do ato sexual e sintomas na área genital, fizeram com que o doente fosse encarado, e encarava a si próprio, como sendo portador de doença vergonhosa, fugindo de um tratamento correto.
A maioria das doenças não apresentam sintomas fortes nas mulheres, quando estão no início, isso porque o órgão sexual da mulher é "para dentro" e o do homem é "para fora", por isso torna-se necessário fazer exames com o ginecologista, uma vez por ano. Se a mulher tem corrimento (secreção vaginal) que não dá coceira, não tem cheiro, é transparente e em pouca quantidade não é doença. Qualquer alteração procure o médico, pergunte o que está acontecendo, não tente se tratar em farmácia.

TIPOS DE DST:

Corrimentos - Secreção anormal.

Candidíase - Muita coceira nos órgãos sexuais (pênis ou vagina) que ficam bem vermelhos e ardem muito ao urinar.
Na mulher, a doença provoca um corrimento branco, igual a leite azedo, pode dar até infecção urinária, com dores fortes e risco de atingir as partes internas do corpo, devendo ser logo tratada.

Uretrites - No homem, a uretrite dá um corrimento parecido com a água e vontade de urinar toda hora, sendo que arde muito para urinar. A mulher também pode sentir ardência ao urinar, mas, as vezes, não sente nada. Os sintomas aparecem de 8 a 10 dias depois da relação sexual.

Gonorréia - Também conhecida como blenorragia, é doença infecto contagiosa, transmitida, na quase totalidade dos casos, através de relação sexual, excepcionalmente por contaminação acidental.
O sinal é um corrimento amarelado ou esverdeado, ou até mesmo um pouco de sangue , que sai do pênis, da vagina ou do ânus. Surge após 2 a 8 dias da relação sexual, o contágio (pode variar até de 1 a 15 dias), início repentino, com formigamento ou prurido, coceira, disúria (dor ao urinar) e ao ter relações sexuais. Se não tratar logo, a pessoa pode ficar estéril (incapaz de ter filhos).
Sem tratamento a doença pode afetar o sistema nervoso, os ossos e o coração. Na mulher é mais difícil perceber os sintomas, em geral são sintomas frustos por endocervicite ou uretrite com sintomas inespecíficos. São eles: manisfestações extragenitais, tais como anorretite, observada em homossexuais masculinos ou em mulheres devido a contaminação perineal pelo exsudato cérvico vaginal ou coito anal, faringite e oftalmia, mais comum em neonatos.

Clamídia e Tricomoníase - Na mulher manifestam-se com corrimento de cor amarelada ou esverdeada, causando coceira e dor no ato sexual. Podem causar infecção nas trompas e ovários, levando à esterilidade. Muitas vezes, não causam sintomas. No homem manifestam-se com corrimento esbranquiçado (clamídia) e ardência ao urinar. Na tricomoníase o corrimento é de odor fétido.

ÚLCERAS GENITAIS

Sífilis:

Sífilis primária - 1ª fase(Cancro duro) - Ferida única, indolor nos órgãos genitais, acompanhada de adenopatia inguinal.
Estes sintomas surgem de 1 a 12 semanas após o contágio e desaparecem mesmo sem tratamento. Pessoas infectadas podem não apresentar sintomas.

Sífilis secundária - 2ª fase - Manchas no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés (que geralmente não coçam), adenopatia generalizada, queda de cabelos, entre outros. Os sintomas surgem até 6 meses após o contágio e desaparecem com ou sem tratamento.

Sífilis terciária - 3ª fase - Ocorre vários anos após o contágio. Podem ser afetados: pele, coração, ossos e cérebro. Alguns casos podem evoluir para a morte.

Sífilis congênita - Transmitida da mãe para o filho durante a gravidez. Pode causar aborto ou parto prematuro. A criança pode nascer com sintomas característicos da doença ou o que é mais comum, assintomática, desenvolvendo sinais e sintomas tardiamente.

Herpes Genital - Ardência e vermelhidão, seguidas de pequenas bolhas que se rompem e formam feridas dolorosas nos órgãos genitais. As feridas podem durar de 1 a 3 semanas e desaparecem mesmo sem tratamento. Após o desaparecimento das feridas, a pessoa continua infectada. Não se deve coçar porque a bolha vira ferida. Pode aparecer corrimento e dificuldade para urinar. Usando camisinha não passa a doença para o parceiro ou parceira.

Cancro mole - Feridas dolorosas e com pus nos órgãos genitais, na cabeça do pênis e na parte externa do órgão sexual da mulher (vulva), devem ser logo tratadas, senão surgem mais feridas.

Linfogranuloma - Inicia com uma ferida no pênis ou na vagina. Depois, surgem ínguas nas virilhas (adenopatia inguinal), que incham até abrir, soltando pus. Quem tem relação sexual anal, pode sentir dor para eliminar fezes.


VERRUGAS GENITAIS

Condiloma acuminado - No começo, surgem uma ou duas verrugas em geral não dolorosas, isoladas ou agrupadas nos órgãos sexuais e/ou no ânus. Crescem mais rapidamente durante a gravidez e em pacientes com baixa imunidade. A falta de tratamento adequado pode predispor ao câncer do colo uterino ou do pênis.

AIDS - As DST provocam feridas nos órgãos sexuais (pênis ou vagina). ASSIM, elas facilitam que uma outra doença, também sexualmente transmissível, entre no seu corpo. É a AIDS. O vírus que provoca a AIDS se chama HIV. Ele destrói as defesas naturais do organismo, enfraquece a pessoa e ela adquire outras doenças (como a pneumonia, tuberculose, etc). Só o médico, através de exame de sangue, pode dizer se a pessoa está ou não contaminada pelo HIV.
A AIDS ainda não tem cura. Por isso, a única maneira de ficar livre dela é se previnindo. Se você tem algum sintoma de DST, PROCURE O MÉDICO.

Hepatite B - Em geral, a pessoa não tem sintomas, mas pode transmitir o vírus nas relações sexuais, podendo causar cirrose e câncer no fígado.