Promovendo Saúde

HPV

Desenho de casal namorando com a mulher segurando uma cartela de preservativos.

O QUE É?

O "Human Papiloma Virus" (HPV), em português Papiloma Vírus Humano, é um vírus que infecta o ser humano e que pertence à uma grande família viral. Até o momento, já foram identificados mais de 120 tipos diferentes. Vive na pele e nas mucosas genitais: vulva, vagina, colo do útero e pênis.

Estatísticas do Ministério da Saúde alertam a população sobre os riscos do HPV e acabam evidenciando o total desconhecimento das pessoas sobre um vírus que ameaça a saúde de forma silenciosa. Em torno de 30% da população feminina sexualmente ativa no mundo tem o vírus. Nos homens o percentual cai para 7%.



TRANSMISSÃO

O principal meio de transmissão do HPV é pelo contato sexual com pessoas infectadas. Entretanto, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras não pode ser descartada.



DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de suspeita é feito através do exame papanicolau ou da colposcopia. Já o diagnóstico de certeza é feito através de biópsia da área suspeita.

Existem também exames que identificam o tipo de vírus e se os mesmos são cancerígenos.



SINAIS E SINTOMAS

O HPV se manifesta na forma de verrugas ou lesões e não tem cor ou cheiro. Após o contágio, o organismo pode reagir de duas maneiras:

? Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e então provocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (lesões com aspecto de couve-flor de tamanhos variáveis), que são altamente contagiosas.
Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são:
– Nos homens: glande, prepúcio e meato uretral;
– Nas mulheres: vulva, períneo, vagina e colo do útero;
– Em ambos os sexos: ânus e reto.

? O vírus pode permanecer latente ("adormecido") dentro da célula por meses ou anos, sem causar nenhuma manifestação clínica. Independentemente de ter ocorrido manifestação clínica ou não, a maioria dos indivíduos, cerca de 90%, consegue eliminar o vírus naturalmente em cerca de 18 meses.

O câncer de colo uterino está altamente relacionado ao HPV. No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar este câncer. Esta possibilidade está relacionada a alguns fatores, como tipo de HPV, resistência do organismo e genética da pessoa.

Menos de 1% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolve câncer de colo do útero. Deve-se ter em mente que esse tipo de câncer ou lesões que o antecedem podem ser detectados em praticamente 100% dos casos por exames ginecológicos preventivos, que devem ser feitos regularmente.

Normalmente, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer de colo do útero dura em média 10 anos. Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer de colo do útero é extremamente pequena.



TRATAMENTO

O tratamento visa a remoção das verrugas, condilomas e lesões do colo uterino. Os tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações, etc.). As recidivas (retorno da doença) podem ocorrer e são frequentes, mesmo com o tratamento adequado. Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente.

Não existe ainda um medicamento que erradique o vírus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.



PREVENÇÃO

Alguns cuidados são fundamentais na prevenção de qualquer DST (doença sexualmente transmissível), como o HPV:
? Reduzir o número de parceiros sexuais. Quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair e transmitir qualquer DST, inclusive o HPV.

? Uso consistente e correto de preservativos (masculinos ou femininos). Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar de 70% a 80% das transmissões. Sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no pênis, mas também na pele da região pubiana, períneo e ânus.

? Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST, é altamente recomendável consultar o médico. Até que isto seja feito, também é recomendável abster-se de relações sexuais com o parceiro.

? Nunca se automedicar, pois desta forma a infecção pode ser "mascarada", ou seja, parecer que foi tratada, mas continua ativa.

? Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso (exemplo: vaso sanitário).

? Desde 2006, está aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a utilização da Vacina Quadrivalente contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a infecção. Esta vacina confere proteção contra os tipos de vírus citados acima, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de verrugas genitais (tipos 6 e 11). Consulte o seu ginecologista.



IMPORTANTE

? A incidência da infecção pelo HPV diminui com a idade, observando-se seu pico ao redor dos 20 anos.

? 80% das mulheres infectadas não apresentam sintomas clínicos.

? Em cerca de 60% a 70% dos casos, a infecção regride espontaneamente. Entretanto cerca de 14% progridem até lesões cancerosas.

? Estima-se que mais de 70% dos parceiros de mulheres com infecção no colo do útero, por HPV, são portadores desse vírus. A maior parte desses homens não apresenta quaisquer sintomas clínicos.

 

Cuide-se! As doenças virais, como HPV, herpes genital e AIDS, ainda não têm cura. Somente com a prevenção podemos impedir a disseminação dos vírus.